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13/03/2009 - 13h00

Rebeca Gusmão: último capítulo

Novela envolvendo ex-nadadora e doping terá desfecho na próxima terça-feira, dia 17 de março, na Suíça

Redação Justiça Desportiva
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 Rebeca tem seu processo próximo do fim

Está próximo do fim todo o caso envolvendo a ex-nadadora Rebeca Gusmão, flagrada em dois exames antidoping realizados em 2006 e 2007, este último durante os Jogos Pan-americanos do Rio de Janeiro. Na próxima terça-feira, dia 17 de março, será a última oportunidade de a ex-atleta provar que é inocente, já que nesta data será realizado o julgamento na Corte Arbitral dos Esportes (CAS), na cidade de Lausanne, na Suíça, para onde viaja neste sábado, dia 14, acompanhada dos pais, do marido e dos dois advogados.

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A defesa da ex-nadadora, que será feita pelo advogados Dr. André Ribeiro e Dr. Breno Tanuri, deve se basear em supostas falhas ocorridas durante os processos em que foi acusada. Em todas as declarações de Rebeca Gusmão durante a polêmica, o alvo principal foi o diretor de doping da Organização Desportiva Pan-Americana (Odepa), Eduardo de Rose, que foi posto sob suspeita quanto a ser possível sócio do laboratório canadense Armand Frappier, onde foram feitos os exames de urina que apontaram resultado positivo para testosterona exógena (produzida fora do corpo).

A primeira dor de cabeça para Rebeca Gusmão surgiu em setembro de 2007, quando, mais de um depois, foi divulgado resultado positivo para testosterona exógena. Em novembro de 2007 foi divulgado novo resultado, novamente positivo para a mesma substancia, em teste realizado no primeiro dia do Pan, em 13 de julho. Os dois exames foram feitos em laboratório em Montreal, no Canadá, e foram contestados por Rebeca e seu médico, José Blanco Herrera.

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Dois meses depois, nova polêmica, desta vez em função da divulgação da existência de dois DNAs diferentes em amostras coletadas da urina de Rebeca Gusmão nos dias 12 e 18 de julho. Porém, os resultados dos exames, que haviam sido solicitados pela Odepa, tinham dado negativo. Em dezembro de 2007, a Odepa anunciou retirada de medalhas (duas de ouro, uma de prata e uma de bronze) e marcas do Pan. A entidade explicou que a decisão foi tomada com base na fraude dos exames, em julho, e não do exame positivo.

Em maio de 2008, Rebeca Gusmão foi suspensa por dois anos pela Federação Internacional de Natação (Fina) pelo resultado positivo em exame realizado durante o Pan do Rio. Em julho, nova suspensão, desta vez, pelo doping de 2006, quando pegou mais dois anos de suspensão. Os advogados da nadadora recorreram ao doping de 2006, mas o uso da substância proibida foi confirmado. O mesmo aconteceu no caso do Pan do Rio, em 2007. O recurso não foi aceito pela Fina e a atleta foi banida do esporte por acumular duas suspensões por irregularidades.

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