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05/10/2009

Lúcio Flávio

ALINE PEREIRA Aline Pereira
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Conhecido pelo apelido de “maestro” no Botafogo, o meia Lúcio Flávio é sem dúvida um dos líderes do grupo alvinegro no Campeonato Brasileiro. Não só pelos 30 anos e a experiência de já ter jogado em diversos outros clubes grandes do futebol brasileiro, mas também pelo carisma que tem em General Severiano, onde se tornou um ídolo. Depois de deixar o time da Estrela Solitária no início deste ano para tentar a sorte no Santos, acabou não se firmando no Peixe e retornou ao Rio de Janeiro, onde foi criticado por parte dos torcedores no retorno. Junto com o time no Nacional, tenta dar a volta por cima.

A vitória por 3 a 1 sobre o Goiás no último domingo, dia 4 de outubro, deixou o clima mais tranquilo em General Severiano. Em entrevista ao site Justicadesportiva.com.br, Lúcio Flávio disse que a situação do Botafogo deixa margem às críticas, mas que com o retorno das vitórias, dias melhores estão por vir caso a boa fase volte a ser a tônica dentro do clube. A palavra utilizada para o futuro é uma só: trabalho. Serão dois meses decisivos para o destino de um clube e de seu ídolo.

Site Justiça Desportiva – Você acha que as críticas têm sido muito pesadas em relação ao Botafogo? Algumas pessoas já garantem o rebaixamento do clube neste Campeonato Brasileiro.

Lúcio Flávio – “A gente ainda tem um tempo bom e sabemos que temos 11 rodadas para finalizar a competição. São 33 pontos em jogo e sabemos que tem muitas coisas que podem acontecer. Na situação em que o time se encontra em termos de tabela, é normal que a crítica seja um pouco mais forte, mas o que importa é o que vivemos no dia a dia do clube. Conhecemos bem o elenco e sabemos que essa situação pode ser reversível. Estamos lutando para que isso aconteça”.

Site JD – Você, que tem um carinho especial pelo Botafogo, fica muito incomodado com essas críticas e essa situação?

Lúcio Flavio – “Todo o time, tanto o Botafogo quanto os outros, trabalham para estar acima. Uns buscando o título, outros a Libertadores e estamos tentando sair da zona do rebaixamento, que é incômoda. Mas são dois meses que ainda temos para mudar essa história”.

Site JD – Você acredita que já está definido o campeão brasileiro deste ano, com o Palmeiras na liderança isolada?

Lúcio Flávio – “Ainda é cedo para falar. Tem umas equipes que estão melhores, como Palmeiras, São Paulo, Atlético/MG e Goiás, que ao longo do campeonato mostraram uma qualidade maior. E com certeza são as que têm mais chances de levar o título nesta temporada”.

Site JD – E para os rebaixados? Tem algum palpite?

Lúcio Flavio – “A briga pelo rebaixamento também está forte. Essas equipes têm que melhorar e dentro disso está o Botafogo. O nosso primeiro passo foi conquistado, que era vencer o Goiás, pois nos deu uma confiança maior para seguir em frente. Mas todas (a equipes) vão lutar até o fim para sair dessa”.

Site JD – Você teme que essa vitória dê uma relaxada no elenco?

Lúcio Flávio – “Não podemos deixar isso subir à cabeça, pois isso não nos cabe pela situação que estamos na competição. Foi um resultado bom, que deve servir como parâmetro e para que a confiança seja elevada para que o time possa vir a melhorar, principalmente quando jogar dentro de casa e, assim, fazer com que cada partida seja vista como uma decisão que a gente tem pela frente”.

JD – O Botafogo terá como um fator positivo o desfalque do atacante Diego Tardelli, do Atlético/MG, na próxima rodada?

Lucio Flavio – “Eles não terão o Tardelli, que estará servindo à Seleção, e nós vamos ter um desfalque significativo, que é a ausência do Leandro Guerreiro (suspenso pelo terceiro cartão amarelo). Também não teremos o Victor Simões que acabou fazendo um grande jogo contra o Goiás e vai fazer falta. Vamos sentir a ausência desses jogadores, mas tenho a certeza de que será um jogo bom”.

JD – Em relação ao número de cartões amarelos, como vocês, jogadores, tentam evitar? Existe uma conversa no grupo?

Lucio Flavio – “A gente sempre procura evitar, mas existem certas situações de jogo onde acaba tendo o cartão, como, por exemplo, no caso do Leandro (Guerreiro). Será a primeira vez que vai ficar suspenso em todo o Campeonato Brasileiro até este momento. É um jogador que tinha jogado em todas as partidas, mas chega um momento que fica difícil. Em uma competição como essa, você tem que ter o grupo todo mais forte para nesses momentos contar com outras boas peças de substituição”.

Você acompanha as notícias do futebol brasileiro aqui no Justicadesportiva.com.br

 

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