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O volante Nilton, do Vasco, foi punido nesta quarta-feira, dia 3 de março, pela entrada violenta em Caio, do Botafogo, na final da Taça Guanabara. Na sessão da Terceira Comissão Disciplinar do Tribunal de Justiça Desportiva do Rio de Janeiro (TJD/RJ), o jogador foi suspenso por seis jogos, em decisão por maioria de votos dos auditores. Já o técnico Vagner Mancini, por entrar em campo e passar instruções aos jogadores na semifinal do turno, foi suspenso por um jogo.
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Nilton atua normalmente contra o Bangu na noite desta quarta, uma vez que a decisão só passa a valer no dia seguinte ao julgamento. Contudo, como cumpriu apenas a suspensão automática, terá de ficar fora de mais cinco jogos, inclusive dos clássicos do próximo dia 14, contra o Flamengo, e 28, contra o Fluminense. Ele só retorna na última rodada da Taça Rio, contra o Duque de Caxias. O advogado do Vasco, Osvaldo Sestário, avisou que vai recorrer da decisão.
A situação de Nilton era preocupante e o departamento jurídico do Vasco tinha ciência disso. O jogador poderia pegar gancho de até 12 jogos por ter sido denunciado no 254-A II, que trata de “prática de agressão física”. Segundo a súmula do jogo contra o Botafogo, na final da Taça Guanabara, o atleta deu um carrinho no atacante Caio para parar uma jogada em direção à área vascaína. No julgamento, os auditores optaram por desclassificar a infração para jogada violenta (artigo 254), aplicando a pena máxima de seis jogos.
Já o técnico Vagner Mancini não foi expulso em nenhum jogo, mas foi denunciado por prova de vídeo e suspenso por um jogo, ficando fora do banco de reservas na próxima rodada, contra o Boavista. Segundo a denúncia, o treinador invadiu o gramado no momento das cobranças de pênaltis na semifinal contra o Fluminense, quando seu time venceu por 6 a 5. Por conta disso, respondeu aos artigos 258-B (invadir local destinado à equipe de arbitragem, ou o local da partida, prova ou equivalente, durante sua realização, inclusive no intervalo regulamentar) e 258-C (dar ou transmitir instruções a atletas, durante a realização de partida, prova ou equivalente, em local proibido pelas regras ou regulamento da modalidade desportiva). Para cada um dos artigos, a pena é de um a três jogos.
Osvaldo Sestário, advogado do Vasco, destacou em sua defesa que o árbitro disse que o jogo estava encerrado e que os técnicos podiam sim entrar em campo para definir os batedores da segunda sessão de penalidades. "Será que um árbitro experiente iria cometer um erro desse, correndo o risco de ser denunciado?", questionou Sestário, alegando que não houve prejuízo nenhum para a partida.
Antes da defesa do Vasco, foi exibida a prova de vídeo da Procuradoria e o árbitro do jogo, Gutemberg de Paula Fonseca, foi chamado para prestar depoimento. Questionado pelo procurador, disse que tomou conhecimento de toda a situação há uma semana e afirmou que estranhou. Ele contou que não viu nenhuma anormalidade no jogo, uma vez que os técnicos adentraram o campo para escolher os novos batedores para a segunda série de penalidades, e que saíram tranquilamente quando solicitados.
Titi absolvido
Expulso contra o Botafogo, também na final da Taça Guanabara, Titi conseguiu a absolvição dos auditores nesta quarta-feira e está liberado para atuar normalmente. Ele recebeu o vermelho após puxar a camisa do atacante adversário Loco Abreu, dentro da área, já nos minutos finais da decisão. Como já tinha amarelo, levou o segundo e acabou fora da partida antes do apito final. Ele foi denunciado com base no artigo 250 (praticar ato desleal ou hostil) do CBJD.
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