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20/11/2009 - 07h30

Juve e Lusa no STJD

Seis integrantes das equipes foram denunciados por atos de indisciplina e serão julgados no dia 23

Gustavo Penna
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Em partida tensa, o Juventude bateu, em casa, a Portuguesa por 1 a 0, pela 35ª rodada da Série B, no último dia 10. Com o resultado, a equipe gaúcha deu mais um passo para afastar o risco de rebaixamento para a Série C, enquanto a Lusa viu suas chances de acesso à elite do futebol brasileiro diminuírem muito. Pena que a partida caminhou para a indisciplina de ambos os lados e, agora, seis profissionais das equipes foram denunciados pela Procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) e podem receber pesadas penas para o restante da temporada.

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A confusão teve sua origem ainda no primeiro tempo quando, após o apito final, o árbitro da partida, Péricles Cortez, teria sido abordado pelo gerente de futebol do Juventude, Fernando Luis Rech, com as seguintes palavras: "Isso é uma brincadeira, não vai fazer merda que você não sai daqui". Pela atitude, o dirigente foi denunciado por infringir o artigo 188 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) que fala sobre "manifestar-se de forma desrespeitosa, ou ofensiva, contra árbitro ou auxiliar em razão de suas atribuições, ou ameaçá-los", com risco de suspensão de 30 a 180 dias.

Já aos 27 minutos da segunda etapa, o clima pesou ainda mais. O atleta Zé Carlos, da Portuguesa, segurou o adversário Lauro que, insatisfeito com a atitude do colega de profissão, desferiu um tapa no rosto em revide. Por este desentendimento, ambos os jogadores foram expulsos do campo de jogo. Lauro teve sua suposta infração caracterizada como agressão física e, por isso, poderá ficar afastado do futebol entre 120 e 540 dias.

Já a situação de Zé Carlos é mais complicada. Além de ter sido expulso e, consequentemente, denunciado no artigo 255 do CBJD por cometer ato de hostilidade, que pode lhe valer suspensão de uma a três partidas, o atleta também se envolveu em uma grande polêmica no final da partida, quando alguns integrantes de seu clube teriam partido para cima do árbitro cobrando explicações. Zé Carlos teria dito ao juiz, "safado, parabéns pelo que você fez!", o que caracteriza infração no artigo 252, "ofender moralmente o árbitro", que pode custar uma suspensão de dois a seis jogos. Vale ressaltar que, caso o atleta seja considerado culpado por descumprir os dois artigos, a punição é acumulada.

Outros membros da Portuguesa envolvidos na confusão foram o atleta Marco Aurélio Ribeiro Barbieri, o técnico Vagner Benazi, e o supervisor de futebol da equipe Luiz Lind. Enquanto o jogador, que proferiu ao árbitro as palavras "você é um filho da pu** e estragou um ano inteiro de trabalho", também está sujeito às penas do artigo 252, os dirigentes da equipe podem ficar de fora por terem se manifestado de forma desrespeitosa, contrariando o artigo 188, que pode ocasionar pena de suspensão entre 30 e 180 dias.

O comandante da Portuguesa teria dito ao árbitro "você é um safado, um ladrão, fud** com o nosso time seu filho da pu**", enquanto o dirigente teria disparado sua metralhadora, aplicando ao árbitro os seguintes adjetivos: "canalha, safado, filho da pu**, ladrão e vagabundo".

Todos os envolvidos nestes acontecimentos serão julgados pela Primeira Comissão Disciplinar do STJD, em sessão que acontecerá às 18h, da próxima segunda-feira, dia 23.

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Acompanhe os julgamentos do STJD no Justicadesportiva.com.br.

 

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