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03/11/2009 - 07h10

Da Lupa indiferente pelo Canindé

“Time que quer subir, tem que jogar em qualquer lugar”, diz presidente da Portuguesa

LEANDRO DUTRALeandro Dutra
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Arquivo/Site Justiça Desportiva
 Manoel da Lupa mostra confiança no acesso da Lusa

Depois de seis jogos longe do Canindé por determinações do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), a Portuguesa volta a jogar em seu estádio nesta terça-feira, dia 3 de novembro, contra o ABC/RN, pela 34ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. Mas para o presidente Manoel da Lupa, voltar a atuar em São Paulo não muda o planejamento da equipe.

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Sempre polêmico em suas declarações, o dirigente adota um conhecido discurso do “futebolês” para se mostrar indiferente pelo fato da Lusa estar voltando à casa, depois de variar com jogos em Barueri e Mogi Mirim.

“Não estava nem muito preocupado em não poder jogar no Canindé, a única coisa que me preocupava era o prejuízo financeiro que estávamos tomando. Temos que jogar aonde for determinado. Lógico, que gostaria sempre de jogar no Canindé, porque é a nossa casa. Mas quando se chega num final de campeonato, vale tudo para subir”, disse Da Lupa com exclusividade para o site Justicadesportiva.com.br.

Se levada para a estatística, a declaração do presidente tem fundamento. Dentro do Canindé, o time não vem tendo um bom aproveitamento na Série B. Em dez partidas, foram apenas cinco vitórias, um empate e quatro derrotas. Dos 54 pontos conquistados em 33 rodadas, metade foi conquistada fora de casa, sem contar os 11 somados nas seis partidas em Barueri e Mogi Mirim.

A Lusa não vence em seu estádio desde o dia 28 de julho, quando, de forma dramática, virou para cima do Guarani, após estar perdendo por 3 a 1. Desde então, três derrotas seguidas para Juventude, Vasco e Vila Nova e início dos problemas. Primeiro, uma agressão de torcedores a membros da delegação vascaína e depois a entrada de seguranças, de um conselheiro, armados, que fizeram com que o Canindé fosse interditado pelo STJD, que também tirou cinco mandos de campo do clube, gerando críticas do presidente ao tribunal e também a imprensa.

“Estou falando de coração. Usaram muito a Portuguesa como bode expiatório. A própria imprensa, com todo respeito, aproveitou o depoimento do René Simões e do Edno, que largaram a madeira. A verdade é que o René nem no vestiário estava. Quando entrou o conselheiro, ele saiu. O Edno tinha problema com a torcida, tanto que tive que negociar uma parte com o Corinthians por causa disso”, defendeu-se o cartola.

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