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01/11/2009 - 07h55

Quinta-feira tensa para Geninho

Treinador terá recurso julgado pelo Pleno do STJD e pode ser forçado a cumprir suspensão

DIEGO MARRULDiego Marrul
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 Geninho responde por manifestação desrespeitosa

O técnico do Náutico, Geninho, tem conseguido comandar a equipe durante os jogos graças a um efeito suspensivo. Mas a situação pode mudar na próxima quinta-feira, dia 5 de novembro. Suspenso por 30 dias em primeira instância, o treinador terá seu recurso julgado no Pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) e, caso os auditores entendam que deva mesmo ser punido, terá de cumprir o restante da pena. A sessão terá início às 13h30 e transmissão em tempo real do site Justicadesportiva.com.br.

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Geninho foi suspenso no dia 20 deste mês, pela Segunda Comissão Disciplinar, e, já no dia 22, teve seu pedido de efeito suspensivo deferido pelo presidente em exercício do STJD, Virgílio Val. O técnico, portanto, cumpriu apenas um dia de suspensão. Logo, caso tenha a pena mantida, ficará mais 29 dias impossibilitado de comandar o time à beira do gramado, retornando apenas na última rodada do Brasileirão, no dia 6 de dezembro, contra o Avaí, nos Aflitos.

Geninho respondeu por ofensa moral e manifestação desrespeitosa ao árbitro – artigos 187 II e 188 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) -, sendo punido no segundo. O treinador foi expulso aos 33 minutos do segundo tempo por insistentes reclamações e, ao ser expulso, disse: “Não, não, não. Você está me roubando, c... Ladrão, vocês são ladrões. A TV vai f... vocês”.

Questionado pelos auditores na sessão em primeira instância, o treinador não negou ter reclamado com o assistente e confirmou que proferiu xingamentos, mas, segundo ele, disse palavrões que fazem parte do futebol e que não representam ofensas. "É impossível não falar um palavrão quando sua pressão está lá em cima e você está num campo de futebol", afirmou Geninho, em depoimento.

O comandante disse ainda que não houve rebeldia para deixar o campo e que não foi necessária força policial para que saísse, desmentindo o que foi relatado na súmula. "Não sou bandido para a Polícia me tirar de campo".

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