 | .jpg) |  | | | Geninho vê um Corinthians diferente da sua época | |
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Hoje no Náutico, o técnico Geninho já viveu um clima de Libertadores da América dentro do Parque São Jorge. Comandante do Corinthians na Libertadores na 2003, ainda assumiu uma equipe abatida três anos depois, após nova eliminação na principal competição continental, sonho de todo torcedor corintiano. Em entrevista exclusiva ao site Justicadesportiva.com.br, Geninho, atual treinador do Náutico, explicou as dificuldades que encontrou nas passagens anteriores e acredita que time atual possa fazer uma boa campanha na Libertadores de 2010, ano do centenário.
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Depois do título da Copa do Brasil de 2002 e de ser vice-campeão nacional no mesmo ano, o Corinthians chegou credenciado ao título continental em 2003. Apesar do título paulista, a Libertadores foi traumática. A equipe paulista foi eliminada pelo River Plate, da Argentina, após duas derrotas pelo placar de 2 a 1, nas oitavas de final. Geninho deixou o cargo depois de uma derrota por 6 a 1 diante do Juventude, em Caxias do Sul, no dia 28 de setembro.
"Acho que hoje é um outro Corinthians. Eu passei num Corinthians onde tivemos que remontar um time após a saída do Parreira, que deixou um trabalho maravilhoso, sendo campeão da Copa do Brasil e vice no Brasileiro. Mas junto com o Parreira saíram algumas peças importantes. Reformamos um time que foi campeão Paulista com sobras e começou bem a Libertadores. Infelizmente, tivemos alguns problemas, como a lesão do Vampeta, que era o cérebro e o ponto de equilíbrio daquela equipe. Acabamos tendo problema no jogo contra o River com aquela confusão (D’Alessandro “cavou expulsão” de Kleber e também gerou a expulsão de Roger, no jogo de volta) toda e acabamos ficando de fora”, falou o treinador lembrando do famoso "pega", que gritou para Roger, que acabou sendo expulso ao "pegar" o argentino.
Em 2006, o Corinthians retornou à Libertadores da América após o título Brasileiro de 2005, conquistado pela equipe comandada por Carlitos Tevez, Roger, Carlos Alberto e companhia. Antônio Lopes iniciou a temporada como técnico corintiano, mas passou a bola para o auxiliar Ademar Braga, que levou o Corinthians a nova eliminação e diante do mesmo adversário, o River Plate. Após derrota por 3 a 2 no Argentina, nova derrota, desta vez em São Paulo, por 3 a 1.
Credenciado pelo bom desempenho à frente do Goiás, levando o clube pela primeira vez à disputa da Libertadores, Geninho foi contratado pela MSI, mas disse ter encontrado um ambiente complicado no Parque São Jorge.
“Voltei para o Corinthians numa situação mais agitada, com aquela briga entre diretoria, MSI e oposição. Normalmente existem duas forças num clube, situação e oposição. O Corinthians tinha a terceira força, a MSI. Apesar do Corinthians ter montado um elenco maravilhoso e pagar em dia, e pagava muito bem, as coisas não andavam em campo. Depois eu saí, passou algum tempo e o Corinthians teve uma reviravolta. E hoje a gente sente um outro Corinthians. Você conversa com as pessoas que hoje vivem o Corinthians e o que eles nos passam é que é um outro clube, pé no chão e centralizado”.
Apesar de estar distante da capital paulista, Geninho aposta no Corinthians para 2010. “O Corinthians tem tudo pra fazer uma boa Libertadores. O clube tem esse sonho e a torcida também. O Corinthians hoje já tem uma base muito boa para o ano que vem, não vai ter que fazer um time, vai ter apenas que ajustar um time. O Corinthians tem tudo para fazer um ano do Centenário muito bom”.
Assunto obrigatório em se tratando do Alvinegro paulista, o atacante Ronaldo o personagem principal da equipe segundo Geninho, mas precisa de companhia. “O Ronaldo é a grande estrela, mas não pode jogar sozinho, tem que dar companhias para o Ronaldo. O Corinthians já tem alguns jovens de grandes qualidades, mas se você quer fazer um ano do centenário forte, se quer disputar a Libertadores pensando em título, você tem que dar companheiros de qualidade pra tirar das costas do Ronaldo o grande encargo de resolver tudo”, conclui o treinador.
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