A Ponte Preta não poderá contar com o lateral Edílson nas últimas rodadas da Série B do Campeonato Brasileiro. Nesta quinta-feira, dia 29 de outubro, ele foi suspenso por 120 dias, por unanimidade de votos, pela Quarta Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) da denúncia por agressão física no clássico contra o Guarani. Com a decisão, o lateral Edílson só estará liberado para voltar a campo a partir do dia 27 de fevereiro, quando terá cumprido até a véspera a punição imposta hoje.
Edílson foi expulso após o apito final da partida, que terminou com a vitória do Guarani, por ter dado uma cotovelada em Eduardo. O lateral da Ponte foi denunciado por agressão física – artigo 253 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD). Apesar da decisão, o departamento jurídico da Macaca irá pedir um efeito suspensivo e recorrer da decisão. Se o pedido for aceito pelo presidente em exercício do STJD, Virgílio Val, o jogador poderá seguir jogando até que haja um julgamento no Pleno, instância máxima da Justiça Desportiva brasileira.
O jogador da Macaca seria julgado junto com o processo do jogo, porém, os auditores alegaram que as imagens exibidas pela defesa poderiam prejudicar a decisão do caso e acabaram por baixar os autos do processo. Em sua sustentação, o advogado da Ponte Preta, Gustavo Martins, lembrou que a partida se tratava de um clássico que envolve muita rivalidade, e que por isso deve ter acontecido alguma coisa, mas que não foi flagrado pelas câmeras como outros casos famosos no futebol internacional, como a cotovelada de Leonardo na Copa de 94 e de Felipe, quando defendia o Fluminense. Apesar do pedido de desclassificação do artigo 253 para um de pena mais branda, os auditores entenderam que houve uma agressão física.
No primeiro voto, o relator Rodrigo Fux disse que assistiu a um vídeo postado por torcedores do Guarani no site Youtube e que nele viu a agressão de Edílson em Eduardo no Dérbi. Assim, votou no sentido de suspender o jogador da Ponte em 120 dias no artigo 253 (agressão física).
O auditor Washington Oliveira disse em seguida que também viu as mesmas imagens e concluiu que a única finalidade de Edílson era agredir o adversário. “Não se pode tolerar isso, pois assim vai haver uma banalização da violência. Os atletas envolvidos têm que dar exemplo”. O auditor Roberto Teixeira, o terceiro e último a votar, disse que foi um ato de covardia a cotovelada de Edilson e, apesar de considerar 120 dias uma pena pesada, acredita que o jogador irá aprender com ela. “Não é o tipo de atitude que esperamos de um profissional”.
Confira as imagens da agressão:
Médico do Guarani também pega pena pesada
Quem também foi julgado nesta quinta-feira, por causa do mesmo lance, foi o médico do Guarani, Valmir Crepaldi Silva, que acertou um pontapé em Edílson, em reação à agressão cometida pelo jogador. Ele acabou suspenso, por maioria de votos, em denúncia de infração ao artigo 185 II do CBJD.
O Guarani está na vice-liderança da Série B, com 54 pontos, e praticamente com o acesso assegurado para elite do futebol brasileiro em 2010, enquanto a Ponte Preta, em nono, com 49 pontos, tem remotas chances de chegar à zona de classificação.
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