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21/10/2009 - 19h50

América/RN não perde mando

Mas clube é multado em R$ 10mil. Jogadores Somália e Jackson são liberados

Aline Pereira e Leandro Dutra
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Depois das derrotas na terça-feira, dia 20 de outubro, no campo, os times potiguares que disputam a Série B do Campeonato Brasileiro voltaram a ter compromissos nesta quarta-feira, dia 21, só que no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). E o saldo foi negativo para América. O Diabo não perdeu um mando de campo, mas levou multa em R$ 10mil. Seus jogadores Somália e Jackson pegaram o gancho de uma partida, que já cumpriram. Situação idêntica ao jogador Selmir, do ABC.

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O clube respondeu por ter deixado de tomar providências capazes de prevenir e reprimir desordens em sua praça de desporto – artigo 213 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) –, porque o árbitro relatou na súmula o arremesso de um artefato pirotécnico detrás do gol, à esquerda da tribuna, no local reservado à torcida do time mandante.

O advogado do clube, Osvaldo Sestário, teve a palavra para fazer a defesa e pediu que fosse destacada uma preliminar de inépcia da denúncia, já que o América foi denunciado, apesar de ser visitante na partida, no inciso que caberia ao clube mandante. Porém, por quatro votos a um, a preliminar foi rejeitada pelos auditores.

Em seguida, o advogado destacou que, no caso em tela, o cube mandante é quem deveria tomar as providência para reprimir possíveis desordens, e, ainda que o América/RN fosse denunciado, o ABC/RN também deveria estar presente como denunciado no processo. "O árbitro também apenas relata que o artefato arremessado em campo saiu do local reservado à torcida do América/RN, e não que foi mesmo um torcedor do américa quem arremessou o objeto", disse o advogado.

Depois de pedir a absolvição do clube em relação à denúncia, o advogado disse que o jogador Paulo Rogério, notadamente visto através da prova de vídeo, apenas tropeçou. "Ele levou o segundo amarelo, mas achei um exagero. A imagem fala por si e por isso peço sua absolvição", disse, pedindo também a absolvição do jogador Jackson, expulso de forma direta.

A equipe alvirrubra também teve o volante Somália suspenso por uma partida, já cumprida através da suspensão automática, na denúncia de infração ao ato desleal – artigo 250 – pela expulsão no clássico, quando levou dois cartões amarelos em pouco tempo por calçar jogadores advertidos.

Já Jakcson foi teve a mesma decisão, por trocar agressões com Selmir, do ABC. Com estes resultados, o América não estará desfalcado na partida desta sexta-feira, dia 23, contra a Portuguesa, no Machadão.

Pelo ABC, foi julgado o meia Selmir, que acabou suspenso por uma partida, por empurrar Jackson, que acabou revidando a agressão com um tapa. Assim poderá enfrentar o Guarani no próximo sábado, dia 24, em Campinas.

A advogada do Campinense fez a defesa do jogador:  “Diante da primariedade do atleta e do lance que, de fato, foi no máximo um ato hostil, peço a absolvição do jogador ou, no máximo, a pena mínima do artigo em que está denunciado", disse Patrícia Saleão.

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