Em semana de "clássicos estaduais" no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), Santo André e Ponte Preta levaram a pior. Com denuncias relacionadas a partidas contra, respectivamente, São Paulo e Guarani, as equipes se comprometeram com suspensões, multas e perdas de mando de campo. Além disso, a semana foi importante para o futebol feminino, com a absolvição do clube Caucaia/CE, que poderia ser eliminado da Copa do Brasil.
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Esta semana, definitivamente, não foi boa para a Ponte Preta. O clube de Campinas esteve envolvido em dois julgamentos e levou a pior em ambos. No dia 13, a Macaca foi punida com multa de R$10 mil reais e perda de um mando de campo, devido ao arremesso de um tênis, vindo das arquibancadas do estádio Moisés Lucarelli, para dentro do campo de jogo, na direção do bandeirinha.
Já no dia 16, a Macaca foi julgada pela confusão na partida contra o Guarani. A Ponte Preta foi multada em R$500 por conta do atraso na entrega da escalação. Pela expulsão no clássico, quando acertou uma cotovelada em um adversário, o lateral-direito, Edílson, ainda corre riscos, já que o seu caso foi adiado para a próxima sessão. O jogador pode pegar pena pesada por conta da acusação de agressão física. Como consolação, o volante Deda foi absolvido por unanimidade por ter sido expulso ao receber o segundo cartão amarelo na mesma partida.
Também julgado pelos tumultos no derby campineiro, o Guarani saiu do STJD com saldo positivo. Os meias Léo Mineiro, absolvido, e Caíque, suspenso por uma partida, mas já cumprida, estão liberados para reforçar a equipe paulista, vice-líder da Série B do Brasileirão, só um ponto atrás do líder Vasco. Ambas as decisões foram unânimes. Já o médico do Bugre, Valmir Crepaldi Silva, que seria julgado por ter dado um pontapé em Edílson, da Ponte Preta, após presenciar a agressão dele a Eduardo, teve o julgamento adiado.
Em sua sétima passagem pelo STJD, o lateral-esquerdo Ávine, do Santo André, foi suspenso por duas partidas, no dia 13, sob a acusação de prática de jogada violenta, pela voadora que deu no zagueiro André Dias, do São Paulo, e que sequer foi relatada na súmula pelo árbitro Flávio Rodrigues Guerra. Com a decisão unânime dos auditores, o jogador não poderá enfrentar Atlético/PR e Palmeiras. Além do jogador do Santo André, o árbitro também foi julgado, por "deixar de relatar ocorrências disciplinares da partida", mas teve melhor sorte que o jogador e foi absolvido.
Por fim, vale destacar a absolvição da equipe feminina do Caucaia/CE, que segue na Copa do Brasil feminina de futebol. O STJD optou por não punir ao aceitar a preliminar de intempestividade apresentada pela defesa. O clube foi denunciado pela escalação irregular de duas jogadoras na partida contra o São José/TO, fora de casa, ainda pela primeira fase e corria o risco de ser eliminado da competição.
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