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16/09/2009 - 14h50

Agressões a jornalistas na Série C

Dois jornalistas foram agredidos por policiais durante final entre ASA/AL e América/MG, em Arapiraca/AL

Redação Justiça Desportiva
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Um fato lamentável veio à tona na última terça-feira, dia 15 de setembro, quando o Portal Comunique-se publicou uma matéria na qual abordava agressões sofridas por jornalistas alagoanos durante a primeira partida da decisão do Campeonato Brasileiro da Série C, ocorrida no último domingo, dia 13, na cidade alagoana de Arapiraca, em duelo vencido por 3 a 1 pelo América/MG, em duelo com o ASA/AL, donos da casa. O jornalista Roberto Baía e o repórter fotográfico Carlos Alberto de Oliveira acusam policiais militares de Alagoas de espancá-los durante a cobertura do jogo.

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A confusão teria como ponto de partida uma denúncia feita pelo jornal Extra de Alagoas, um dos veículos para o qual o jornalista Roberto Baía trabalha. “Após o ocorrido, fiquei pensando qual era o motivo daquilo. Lembrei que no mesmo dia o jornal Extra de Alagoas tinha publicado três páginas de denúncias contra a Federação Alagoana de Futebol (FAF). Deve ser algum tipo de retaliação”, declarou Baía. Carlos Alberto de Oliveira, também agredido, é fotógrafo freelancer.

Baía contou que o tumulto teve início depois que um representante da FAF, Júnior Beltrão, a pedido de outro funcionário da entidade, Davi Holanda, teria dado ordem para que o jornalista se deixasse o local. Se negando a sair, Baía pediu explicações. Foi nesse momento quem segundo o jornalista, Beltrão lhe puxou pela camisa e lhe deu um empurrão.

“Logo em seguida apareceram mais de 30 homens da polícia, rasgaram minha camisa e um soldado me derrubou escada abaixo no túnel”, disse Baía, que depois foi informado que o motivo para sua saída do estádio era porque vestia uma bermuda. “Não vejo isso como um motivo, muitos jornalistas usam bermuda nos jogos daqui”, disse ao Comunique-se.

Após as agressões, a PM/AL levou os profissionais à delegacia, onde passaram por um exame de corpo de delito. Oliveira sofreu uma fratura no braço após uma “chave de braço” de um policial. “Enquanto eu falava, apanhava. Só pararam quando eu fiquei calado. A polícia não veio para apartar, mas para bater. Além da fratura, estou com o ombro ferido, porque me empurraram contra a parede. Estou com dores que nem consigo dormir direito”, disse o fotógrafo.

Sobre o ocorrido, o Comando do 3º Batalhão da Polícia Militar de Alagoas informou, através de nota oficial, que os jornalistas e os membros da FAF “entraram em vias de fato” e que a polícia só fez seu trabalho. “Nenhum policial agiu com excesso e as únicas lesões sofridas foram causadas entre eles”, diz o texto, contrariando a versão dos jornalistas.

O presidente da FAF, Gustavo Feijó, negou qualquer retaliação quanto às denúncias publicadas e informou que se reuniu com Roberto Baía no final da tarde de terça, quando discutiram o assunto. “A questão já foi esclarecida. Não passou de um mal entendido. Vamos emitir uma nota juntamente com o Sindicato dos jornalistas sobre o assunto”.

 “Nada justifica a violência. A forma de se abordar é outra. Quem conhece a polícia sabe o que é ‘ força moderada’ para eles”, declarou Valdice Gomes da Silva, presidente do Sindicato dos Jornalistas do Estado de Alagoas.

Presidente da FAF é alvo de queixa no STJD

O Corinthians Alagoano entrou com uma Queixa no STJD contra o Presidente da FAF, Gustavo Feijó, que é irmão do Presidente do Conselho Deliberativo do Corinthians/AL, João Batista Dantas Feijó. De acordo com a Queixa, o STJD já foi até mesmo “palco da perseguição” e das dúvidas que circundam Gustavo Feijó enquanto dirigente de futebol e Presidente de uma federação.

Dois fatos, segundo a defesa do Corinthians/AL, pontuam as afirmações feitas. O primeiro deles remete a um julgamento realizado no próprio STJD, quando a Quarta Comissão Disciplinar julgou o clube alagoano e o Presidente de Conselho Deliberativo. Na ocasião, o dirigente e o clube foram absolvidos depois da constatação, por parte dos Auditores, de que na verdade houve uma “rixa familiar” que motivou a denúncia. Tal denúncia foi feita após relato do delegado do jogo entre Corinthians/AL e Vasco/RJ, em maio de 2008, pela Copa do Brasil, que era ligado à FAF.

O segundo fato citado pela Queixa aconteceu também no ano passado, e surgiu após denúncia de que Gustavo Feijó teria prejudicado o jogador Nilson Sergipano, de quem era procurador. O STJD abriu inquérito para apurar o caso surgido após julgamento do jogador, que foi absolvido por alegar que o Presidente da FAF teria escondido uma punição contra ele para que o mesmo entrasse em campo irregular e fosse suspenso posteriormente.

Segundo o Corinthians/AL, “a situação tornou-se insustentável e ameaçadora” quando o clube não foi comunicado pela FAF à respeito de uma correspondência da Fifa e da CBF , que era urgente e não foi repassada como deveria. Além disso, por não ceder seu estádio para uma partida do Estadual alagoano deste ano, o Timão acabou punido no Tribunal de Justiça Desportiva de Alagoas (TJD/AL), a pedido da FAF, com uma multa de R$ 200 mil, além de outras proibições. No último dia 27 de agosto, o STJD absolveu o clube de todas as penas.

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