Se a partida entre Cruzeiro e Grêmio fosse organizada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) ou qualquer federação estadual, o argentino Maxi Lopez poderia sofrer graves problemas. Acusado pelo cruzeirense Elicarlos de ter o chamado de "macaco", o atacante gremista teve que se explicar para Polícia Militar, porém, se o ocorrido fosse no Campeonato Brasileiro ou em algum Estadual, ele teria também que se explicar perante os auditores do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).
Apesar do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) não ter nenhuma menção sobre racismo entre seus 287 artigos, o ex-zagueiro Antônio Carlos, quando defendia o Juventude, foi suspenso em 2006 pelo Tribunal de Justiça Desportiva do Rio Grande do Sul (TJD/RS).
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Na ocasião, ele agrediu o volante Jeovânio, então no Grêmio, e ao deixar o campo, após ser expulso, esfregou o dedo no antebraço para indicar a cor do jogador adversário, que também disse ter sido chamado de "macaco". Antônio Carlos acabou denunciado por atitude anti-desportiva (artigo 258 do CBJD) e pegou quatro jogos de suspensão. Ele ainda foi suspenso por 120 dias por conta da cotovelada, onde foi julgado pelo artigo 253 (praticar agressão física).
Outro caso semelhante aconteceu em 2005, quando o TJD/MG puniu o zagueiro Wellington Paulo, do América, por 30 dias. Ao contrário de Antônio Carlos, ele foi denunciado no artigo 278 (Ameaçar alguém, por palavra, escrito ou, gestos ou por qualquer outro meio, causar-lhe mal injusto ou grave). O jogador também foi acusado de ter chamado André Luiz de "macaco".
Na Libertadores, o caso mais marcante foi o de Desábato contra Grafite, em 2005. Na época defendendo o Quilmes, o argentino chamou o brasileiro de "macaco" e acabou detido pela Polícia Militar, e suspenso até o final da Libertadores, o que também pode acontecer com Maxi Lopez.
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